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Zebu, versátil uso dos graves. Zebu, versátil uso dos graves.
 
 
2009-08-25 06:15 inserido por Paulo M.
 

Há  mais de onze anos atuando como instrumentista, arranjador e compositor, o acadêmico baixista Zebu já trabalhou com músicos e artistas dos mais variados gêneros musicais do Brasil e exterior.  Podemos citar a Luther College Jazz Orchestra, a renomada companhia teatral inglesa Kneehigh Theatre (atuando também como guitarrista e violoncelista), Gabriela Nader, Shirlley Carvalho, Rick Bueno, Coro e Grupo de Percussão dos Meninos Do Morumbi, Maestro Marcello Amalfi, Big Band Canella (atuando inclusive como compositor, arranjador, chefe do naipe de “cozinha” e maestro suplente), Brit Pop Choir, entre vários outros.

Aqui no projeto Palco Principal Brasil com esse jovem e promissor músico tem conseguido um bom destaque. Nos últimos meses tem ficado entre os mais acessados na categoria MPB, saibam um pouco mais de sua trajetória musical em nosso papo com ele.

Palco Principal - Ultimamente você tem conseguido um bom destaque no projeto Palco Principal Brasil, o preconceito tem diminuído sobre os baixistas?
Zebu - Felizmente, sim. Graças a projetos como o de vocês, conseguimos expor nosso trabalho de maneira qualitativa e quantitativa, o que ajuda muito na divulgação.

PP - Possuindo formação acadêmica você tem tocado com muitos grupos, gostaríamos de saber quais foram os melhores cursos que fez?
ZB - As aulas de teoria musical com o guitarrista Fernando Alge, os cursos da FAMM e CEM Tom Jobim e as aulas particulares com outros músicos são o que mais ajudaram na minha formação. Na faculdade também procurei fazer o máximo de matérias fora do currículo tal como regência coral, etc...

PP - No setor didático a educação musical melhorou para o estudo do baixo em nosso país? O que ainda falta?
ZB - Melhorou em relação ao acesso ao material didático (métodos, livros, etc...). Mas continua muito ruim no que diz respeito à metodologia por parte dos professores, na grande maioria sem o menor preparo ou boa vontade (ou ambos) em passar o devido conteúdo ao aluno. Falta muita cultura musical e geral à classe dos músicos; essas pessoas ainda têm o pensamento provinciano de que para ser bom só é necessário ficar praticando frases em casa para tocar nas canjas da noite e ignoram todo o resto: produção, história, estética, arranjo... Literatura, pintura e outras atividades artísticas sequer são levadas em conta. Isso gera um ciclo de ignorância onde tanto o público quanto os próprios músicos saem perdendo.

PP - E como você concilia as suas atividades solo e com os grupos Coro de Cabra e Comparsas do Nogueira?
ZB - Organizando tudo com muita antecedência e respeitando todos os compromissos pré-estabelecidos. Atualmente sei exatamente a quantidade de trabalhos como free-lance que posso pegar sem interferir na minha qualidade entre eles. Ainda assim consigo desenvolver as atividades com os Comparsas do Nogueira e o Coro de Cabra.

PP - E sobre as atividades com a Big Band Canella, como é trabalhar com esse tipo de formação?
ZB - Ótimo, ainda mais levando em conta que o repertório era muito abrangente, além de priorizar a produção de músicas próprias e arranjos contrapontísticos. Evoluí muito como instrumentista, compositor, arranjador e regente, sendo realmente grato ao Maestro Marcello Amalfi por tudo isso. Foi um lugar onde todos os elementos musicais (dinâmica, precisão, estética, etc.) e a postura profissional de cada um estavam em prática constante. A falha de um repercute gravemente nos outros.

PP - Ritmos nordestinos são muito presentes em seu som, como isso surgiu?
ZB - De maneira bem natural, tanto que só me dei conta do tamanho dessa presença com sua pergunta. Gosto muito de música regional, mas em nenhum momento foi algo que corri atrás, esses trabalhos simplesmente foram aparecendo.

PP - E você tem planos de lançar um CD solo? Quando?
ZB - Sim, mas vai demorar tanto pela logística do projeto quanto pelos trabalhos que já tenho em andamento.

PP - E qual a sua opinião sobre a distribuição digital de músicas pela internet?
ZB - Só vai dar o devido retorno quando cada músico tiver autonomia total na comercialização do próprio produto e as pessoas (músicos e ouvintes) tiverem consciência exata da música como produto. Esse é um assunto longo.

Visitem:  http://www.palcoprincipal.com.br/zebu

 

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