A TASCA DO SOM
O Que Foi?
Sala de ensaios dos Nameless, (onde também ensaiavam outras bandas), escola de música, escola de metal, estúdio improvisado, e local de festas, paródias e reunião de metaleiros. Consistia numa garagem que funcionara como oficina de mecânica. Tinha frestas entre os tijolos que davam para ver a rua. Chovia lá dentro, era fria e húmida, no entando foi sido progressivamente melhorada com o decorrer dos anos. Nos primeiros tempos, a banda ensaiava no meio de peças de motas e ferramentas de oficina. Moldavam-se as palhetas numa roda de esmeril.
Quem era o "pessoal da tasca?
Eram todos aqueles que faziam parte de um grupo restrito de: membros e ajudantes de Nameless, alunos, e amigos especiais que eramconvidados a frequentar a tasca, e portanto presenças habituais durante anos. Alguns dos mais relevantes membros foram o Ricardo, o Jorge, o "ti'Júlio", o "Nucho", o Bruno, o Acácio, a Sónia, a "Sapo", o Sérgio, o "salsicha", o Orlando, o Simão, o Craveiro, o João, a Mara, o Motas, e numa fase posterior, o Tiágo, o David e a Cátia.
Que bandas ensaiaram na tasca?
Com o tempo as condições da tasca foram melhorando, o que possibilitou que outras bandas ai tivessem ensaiado. Ensaiaram na tasca, para além de Nameless, os Beer Maniacs, os Afterdeath, os So Many Lies, os Valquiria, os Te Deum, o projecto BeerNamelessTascaDoSom, entre muitas outras.
Como eram as paródias da tasca?
Uma paródia típica da tasca consistia normalmente em: um almoço com as tradicionais especialidades culinárias da tasca, como Beans à lá Tasca (feijão e picante, que poderia levar outros ingredientes), entermeadas grelhadas picantes, couratos grelhados picantes, e enlatados (peixe e salsichas), etc, acompanhado com cerveja, ou, sazonalmente, com água-pé do barril; a seguir ao almoço, normalmente ensaiavam uma ou mais bandas; á noite, após o jantar, ouviam-se as tasca compilation, que não eram mais do que cassetes com temas de várias bandas de metal, enquanto o pessoal abanava o capacete, fazia bancada dyving (mosh de uma bancada da oficina), e degustava cervejas.
Como era o interior da tasca?
A tasca era uma garagem rude, que só nos últimos tempos foi finalmente rebocada por dentro. Antes era forrada nas paredes e no chão com carpetes, que com a humidade e a chuva se encontravam frequentemente ensopadas! Uns anos mais tarde, aplicaram mosaicos no chão, mas quando chovia, este tendia a criar poças! Sempre teve um sofá, alguns móveis, e um frigorífico. A entrada fazia-se por um largo portão. Tinha uma pequena janela com grade, que raramente teve vidro. Nos últimos anos da tasca, fez-se uma parede interior que pertendia diminuir a humidade e barrar o som. Em algumas ocasiões foi transformada nu estúdui improvisado; nessas ocasiões era forrada no interior de grossas placas de esferovite, com compartimentos separados para melhorar a qualidade das gravações. Tirando isso, era decorada com posters de bandas de metal, e gajas descascadas! As obras e limpezas na tesca eram sempre feitas pelo pessoal da tasca. A tasca era como uma segunda casa para o pessoal.
Como eram as aulas na tasca?
Ao todo, na tasca, aprenderam a tocar um instrumento mais de 70 pessoas! Para além das bases de teoria musical, ensinava-se, em primeiro lugar, as bases tecnicas de como segurar o instrumento correctamente, postura corporal do executante, como segurar a palheta e colocar as mãos, e exercícios básicos, para ganhar força e agilidade. Num segundo nível, ensinavam-se escalas (teoria e prática), e posteriormente arpejos e acordes. Seguiam-se exercícios e tecnicas mais complexas e sua aplicação prática. Na bateria, para além das bases de teoria musical, ensinava-se, numa primeira fase, exercícios básicos de coordenação e autonomia dos membros, passando-se progressivamente a exercícios mais complexos.
Como era o dia-a-dia da tasca?
Praticamente, todos os dias havia pessoal na tasca. Durante as tardes era habitual aparecerem os alunos para terem aulas, o que por vexes ultrapassava a hora do jantar. Quem andava a estudar, tinha por hábito ir para a tasca antes de ir para casa. Ai o pessoal reunia-se, trocava ideias e novidades, sempre com o metal em plano de fundo. Quando alguém adquiria algum álbum, logo o levava para tasca para ser ouvido por todos. Muitas vezes por semana, alguns membros reuniam-se à noite para confraternizar, ouvir metal e por vezes, beber um copo e comer um petisco. Aos fins-de-semana dava-se destaque aos ensaios das bandas. Quando havia um concerto de uma banda da tasca, havia sempre pessoal para apoiar e ajudar nos concertos.
A Tasca do Som, como o seu pessoal a conheceu, vigorou de 1991 até cerca de 2003.
Um dia voltaremos a juntar-nos!
Este palco é dedicado ao pessoal da tasca.

Comes To Heaven.
Abraço a todos, com votos de um Feliz Ano Novo.
Paulo Pasini
Depois espreitem o nosso palco.
Grande Sucesso, When The Devil Comes To Heaven
Desejo muito sucesso.
Abraços;
Paulo Pasini
fiquei a imaginar como seria com voz. Grande abraço e continuação dessas memórias da "Tasca"